O que estaria disposto a fazer por si?

O que estaria disposto a fazer por si?

“Porque é que me está a contecer isto? Estava tudo bem, tudo perfeito.”

Será?

Será que estava de facto conectado à sua essência? Ao que realmente é e é suposto ser? Será que está verdadeiramente a crescer como ser humano? A aprender, a evoluir , a crescer?

E será que nos seus pensamentos mais íntimos, por vezes não desejou que a situação mudasse?

O que faria por amor? Provavelmente irá responder que por amor faria isto ou aquilo… Mas a resposta é mais complexa. Mas começa no conceito de amor. Amor romântico, amor de pais, amor a si próprio… Amor. Tudo é Amor. Tudo converge para o Amor. Por Amor fazemos tanto e por vezes tão pouco.

Mas será que aplica isso a si? Por amor a si? Fala-se de auto-confiança, auto-estima, auto-valorização, do quão importantes são todos estes conceitos e como é importante conseguir aplicá-los. E são. Mas como conseguimos fazê-lo quando por vezes gostamos mais dos outros do que de nós? Quando nos maltratamos consciente ou mesmo inconscientemente. Quando nos entregamos a relações que já nada nos trazem excepto dor. Quando nos entregamos e conformamos com o que temos no presente, ao mesmo tempo que nos distanciamos de quem somos.

Mas tudo é volátil. Tudo muda de um momento para o outro. E de repente o emprego que adorávamos, já não existe. E o amor que estava presente na nossa vida, desaparece de forma abrupta, cruel até. E perguntamos, porquê? Porque é que me está a contecer isto? Estava tudo bem, tudo perfeito. Será?

Será que estava de facto conectado à sua essência? Ao que realmente é e é suposto ser? Será que está verdadeiramente a crescer como ser humano? A aprender, a evoluir, a crescer?

E será que nos seus pensamentos mais íntimos, por vezes não desejou que a situação mudasse? São esses pensamentos, quer sejam de desejo ou de medo que atraiem os acontecimentos. Somos responsáveis por tanta coisa que acontece, sem consciência. Porque não admitimos os nossos pensamentos, os nossos desejos mais íntimos. É tão dificil ser honesto, verdadeiro, connosco próprios. Fazemos o melhor que sabemos, com as ferramentas que possuímos.

A nossa grande responsabilidade é para connosco. Se não estivermos bem para nós, não iremos estar bem para os outros.

Para isso, temos de nos conhecer. Conhecer o lado luz e o lado sombra que co-existem na mesma proporção. Acredito que dependendo das circunstâncias, somos capazes de fazer o bem e o mal na mesma proporção. E isso não faz de nós pessoas boas ou más. Faz de nós seres humanos, com emoções que mediante uma situação, uma circunstância, optaram consciente ou inconscientemente, por agir desta ou daquela forma. Mas qualquer de nós tem o potencial de agir ou reagir com escolhas que se podem traduzir em amor ou não.

Conhecer-se a si, é o início de tudo. Saber quem é, como é, quais os gatilhos que o farão agir em prol do amor ou o inverso. Todos os temos.

Aceitar-se como é, na sua verdadeira essência é o próximo passo. Não é fácil. Mas é possivel.

Depois de se conhecer e aceitar, tudo o que vier depois , que pode ser moroso, doloroso, trabalhoso, é possivel. Tudo é possivel. Mudar o que já não serve, mudar uma característica, um padrão, é possível. A auto-confiança, auto-valorização e a auto-estima serão construídas a partir daqui. 

Não é um processo fácil. E será sempre um processo contínuo. Mas também é uma opção.

O que faria por amor a si?

Autora:

Carla Ribeiro Life adviser E-mail: carlacristinaribeiro@hotmail.com Telemóvel: 916612718